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Diploma para jornalista: leia a PEC

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Clique no link abaixo para ler, na íntegra, a Proposta de Emenda à Constituição do deputado Paulo Pimenta (PT-RS).

Para ler o arquivo, que está em PDF, você precisa ter instalado em seu computador o Acrobat Reader.

PEC 386/2009

Written by Matheus Gagliano

11/07/2009 em 1:52

Ainda o diploma

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Vem aí, mais um capítulo da queda de braço em que se tornou a polêmica sobre a questão da obrigatoriedade do diploma universitário para jornalistas. Desta vez, será votada na Câmara uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que restaura a obrigatoriedade. Veja abaixo a matéria que foi publicada pela Agência Câmara:

PEC restabelece exigência de diploma para jornalista

Em resposta à polêmica decisão do Supremo Tribunal Federal de derrubar a exigência de diploma para o exercício do jornalismo, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) apresentou a Proposta de Emenda à Constituição 386/09, que restabelece a necessidade de curso superior específico para atuar na profissão.

Na opinião do deputado, a decisão do Supremo é equivocada, inclusive quanto à interpretação do artigo 220 da Constituição, que trata da liberdade de expressão. “O dispositivo constitucional não deixa à margem de suas preocupações a necessidade da observância de determinadas qualificações profissionais que a lei estabelecer”, afirma.

Pimenta considera que, para ser jornalista, é necessário mais do que o simples hábito da leitura e o exercício da prática profissional. Para o deputado, o jornalista precisa adquirir preceitos técnicos e éticos, necessários para o desempenho de tarefas como entrevistar, noticiar e editar.

“Evidentemente que o diploma, por si só, não evita a ocorrência de abusos. Contudo, mais certo é que a ausência de formação técnica e noções de ética profissionais potencializam enormemente a possibilidade de os abusos ocorrerem”, diz o deputado.

Paulo Pimenta afirma que a exigência de diploma não impede o cidadão de exercer a liberdade de manifestação do pensamento nos veículos de comunicação social no País. Para ele, o que impede o exercício desse direito é a concentração da mídia em mãos de poucos grupos, a orientação editorial dos veículos de comunicação e a “ditadura dos anunciantes ou do mercado”, que não privilegia a informação isenta.

Interpretação da Constituição
Para o deputado, a exigência do diploma está de acordo com o dispositivo sobre liberdade de expressão previsto na Constituição. “Do meu ponto de vista, está claro que o constituinte, quando introduziu na Carta Magna essa redação [sobre liberdade de expressão], imaginou criar um mecanismo que impedisse a volta da censura. E durante todos esses anos, não surgiu nenhuma interpretação jurídica semelhante à do ministro Gilmar Mendes”, destaca.

Uma vez que essa interpretação surgiu, o deputando acredita ser necessário deixar claro na Constituição o que quis o constituinte. “São dois conceitos distintos: que fique claro que a exigência do diploma não constitui nenhum embaraço à liberdade de expressão e deve ser condição obrigatória para o exercício profissional do jornalismo”, sintetiza.

Tramitação
Inicialmente, a proposta será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania quanto à admissibilidade. Se aprovada, será encaminhada a uma comissão especial, criada especificamente para esse fim. Depois, seguirá para o Plenário, onde precisará ser votada em dois turnos.

Written by Matheus Gagliano

11/07/2009 em 1:43

Voe em pé

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Uma companhia aérea irlandesa, chamada RyanAir, quer um novo conceito de voar: os passageiros terão a opção de viajar em pé. Isso mesmo. Tal como já acontece em ônibus, trens e outros meios de transportes que ficam hiperlotados na “hora do rush”.

Leia: http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL1221760-9356,00-PARA+BARATEAR+PASSAGENS+RYANAIR+PROPOE+VIAGEM+EM+PE+A+PASSAGEIROS.html

E ainda há outra: eles pretendem cobrar pelo uso do banheiro. Como isso deverá ser em um voo de 13 horas por exemplo? Parece uma péssima idéia.

Written by Matheus Gagliano

10/07/2009 em 10:14

Publicado em Economia

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Quanto um concurso público arrecada?

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Vamos fazer um exercício matemático? Vamos tomar como base alguns concursos públicos para contratação de funcionários nas empresas estatais. Muitos dos editais pedem nível superior. Comecemos com o valor da inscrição. Os concursos da Cespe/UnB costumam cobrar um valor médio R$ 100 para concursos de nível superior e R$ 65 para os de nível médio.

A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), por exemplo, tem mais de 80 mil pessoas inscritas para o processo seletivo, cujas provas acontecem no próximo dia 19. No último concurso do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), se não me engano, passou dos 100 mil o número de inscritos. Agora a pergunta: qual o montante de dinheiro que as organizadoras das provas arrecadam só com as inscrições, cujos valores são abusivos? Milhões, e tudo em cima das costas das pessoas que estão desesperadas para ter um emprego com um bom salário e estabilidade, em uma época em que estas coisas são cada vez mais raras.

E qual garantia que o aprovado tem de que será chamado logo? Muitas vezes, alguns deles só conseguem ser efetivado já quase perto de expirar o prazo para convocação. Coloque aí uns 4 anos, em alguns casos. Em outros casos, sequer são convocados.

E ainda existem os cursos que cobram os olhos da cara para que as pessoas possam se preparar melhor. E não são baratos: há cursos que cobram de R$ 400 a R$ 600. São verdeiros pré-vestibulares. Tudo porque o governo não é capaz fomentar o mercado de modo suficiente a oferecer emprego a todos, causando essa corrida desenfreada aos concursos públicos.

Enquanto a economia não girar da forma como deve e enquanto as empresas não contratarem suficientemente e pagar salários dignos, haverá essa corrida enlouquecida. Afinal, todos querem ter uma vida boa e dar o conforto merecido à família e aos filhos.

Written by Matheus Gagliano

10/07/2009 em 1:44

Quando a vontade de viver é maior

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José Alencar: sua persistência e força de vontade serve de exemplo

José Alencar: sua persistência e força de vontade servem de exemplo

 

Deu hoje na Agência Brasil:

“Nova operação em José Alencar é bem sucedida

Brasília – Os médicos que operaram hoje (9) o vice-presidente José Alencar, no exercício da Presidência da República, classificaram a cirurgia como de pleno sucesso. “Ele se comportou muito bem. Não sangrou, não caiu a pressão, a diurese foi boa, se comportou quase como se fosse um adolescente”, disse o médico Raul Cutiat, que coordenou a cirurgia.

A operação, que começou  às 13h30, terminou aproximadamente às 20h, foi realizada para desobstruir trechos do intestino do vice-presidente. No entanto, as condições boas de José Alencar durante a cirurgia permitiram que os médicos removessem dez tumores do abdome do vice-presidente. “Foi possível retirar tudo que estava dentro do abdome, mas restaram dois nódulos tumorais na região pélvica”, disse Cutait.

Após a cirurgia, José Alencar foi encaminhado à Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde ele deverá permanecer por, aproximadamente, dois dias.”

Este foi mais um capítulo da batalha do vice-presidente da República, José Alencar, contra o câncer, essa doença maldita que vem tirando centenas de milhares de vidas em todo o mundo a cada ano. É de comover a força de vontade do vice-presidente.

Ora, afinal Alencar já não é mais nenhum garoto, tem plena consciência disso. Entretanto, nunca deixa que a esperança morra porque, se ela morrer, ele vai junto. Ele sabe disso. Não é qualquer pessoa que, com mais de 70 anos, sofre inúmeras intervenções cirúrgicas e que tira de letra qualquer uma delas que surge pela frente. Serve de exemplo para muitos que lutam contra a doença.

Infelizmente, chegará uma hora em que a batalha será hercúlea demais. Mas só o exemplo de persistência e força de vontade que o vice-presidente está dando, é mais do que suficiente.

Written by Matheus Gagliano

10/07/2009 em 1:31

Depois dos jornalistas…

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Depois que a nossa classe perdeu a obrigatoriedade de ter um diploma de nível superior para requerer a profissão de jornalista, por causa da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), vem aí mais um capítulo da novela: “Diploma ou não? Eis a questão.” O alvo desta vez, podem ser os profissionais da Educação Física. Leia a matéria abaixo, reproduzida do site do STF e pense sobre o assunto.

Senadora Marisa Serrano discute diploma de Educação Física com presidente do STF 

Preocupados com a possibilidade da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) – de acabar com a exigência de diploma para jornalistas – se estender para outras profissões, a senadora Marisa Serrano (PSDB/MS), titular da Comissão de Educação Cultura e Esporte do Senado, e o professor Jorge Steinhilber, presidente do Conselho Federal de Educação Física, vieram ao STF conversar com o ministro Gilmar Mendes sobre o profissional de Educação Física.

Depois da decisão, tomada pelo Plenário em 17 de junho na análise do Recurso Extraordinário (RE) 511961, “é claro e evidente que as profissões todas ficaram inseguras em saber se vão precisar de diploma ou não”, revelou a senadora. Em razão disso, Serrano explicou que veio conversar com o presidente do STF, para explicar ao ministro as peculiaridades da profissão, que apesar de fazer parte do contexto educacional, hoje está inserida também no contexto da área de saúde, conforme salientou Steinhilber.

Para desempenhar seu trabalho, o profissional de educação física precisa ter conhecimentos sobre a anatomia do corpo humano, sobre morfologia, entre outras habilidades, explicou a senadora. O profissional de Educação Física é o responsável pela educação para a saúde. “É uma questão de risco para a sociedade o trabalho de atividade física, seja com jovem, gestante, adultos ou idosos não ser prestado por profissional devidamente habilitado, com formação”, emendou Steinhilber.

Hoje em dia, questões como obesidade, sedentarismo e estresse passam pela necessidade de realizar exercício físico, como parte do tratamento. “Se você não fizer exercício bem feito, se errar a dosagem, se fizer um trabalho mal conduzido, você pode ter lesões físicas, sociais e até morais”, concluiu Steinhilber.

Em tempo - Caro Sr. Gilmar Mendes. Gostaria que o senhor me devolvesse o dinheiro investido em uma faculdade de jornalismo. Só então a decisão (lamentável) do STF será completa. Foram 4 anos de faculdade. Quatro anos!

Written by Matheus Gagliano

09/07/2009 em 21:50

We Are The World

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Com esse genocídio na China, com 156 mortos, como vimos no post anterior, vale lembrar uma música de Michael Jackson, escrita em parceria com Lionel Richie, sobre a conscientização em nosso mundo ser um lugar melhor para todos, com menos violência, guerras e fome.

Curta abaixo a tradução de We Are The World:

We are the World (Nós Somos o Mundo)

Chega um momento, quando ouvimos uma certa chamada
Quando o mundo tem que vir junto como um só
Há pessoas morrendo
E está na hora de dar uma mão a vida
O maior presente de todos

Nós não podemos continuar fingindo todos os dias
Que alguém, em algum lugar irá mudar
Todos nós somos parte da grande família de Deus
É a verdade
Você sabe que o amor é tudo que nós precisamos

Refrão:
Nós somos o mundo, nós somos as crianças
Nós que fazemos um dia mais brilhante
Assim comecemos nos dedicando
Há uma escolha que nós estamos fazendo
Nós estamos salvando nossas próprias vidas
É verdade que nós faremos um dia melhor, só você e eu

Lhes envie seu coração assim eles saberão que alguém se preocupa
E as vidas deles serão mais fortes e independentes
Como Deus nos mostrou transformando pedras em pão
E por isso todos nós temos que dar uma mão amiga

refrão

Quando você está acabado, e não aparece nenhuma esperança
Mas se você acredita que não há nenhum modo que nos faça cair
Nos deixa perceber que uma mudança só pode vir
Quando nós nos levantamos junto como um só

Written by Matheus Gagliano

08/07/2009 em 1:55

Mas o mundo gira, com a China

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Enquanto o mundo lamenta a perda de Michael Jackson, um fato terrível acontece do outro lado do mundo. Protestos violentos na China já deixaram mais de 150 pessoas mortas. A todo instante o governo chinês tenta reprimir essa onda de protestos com muita truculência e intimidação.

Tudo acontece em Xinjiang, no Noroeste da China, onde uma etnia vem se rebelando contra o domínio da etnia predominante, os han. Estes manifestantes são em sua grande maioria muçulmanos. Então, o governo chinês tenta dissuadir os rebeldes através do controle da informação e da religião. A China pode até estar se abrindo para o resto do mundo, como mercado. Mas no fundo, continua aquela velha China, intolerante e totalitária.

Saiba mais, clicando aqui.

Written by Matheus Gagliano

08/07/2009 em 1:42

Como falar de outro assunto?

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Não adianta. Por mais que tenhamos outro assunto para falar, o que predomina – e que continuará predominando durante algum tempo ainda – será o assunto Michael Jackson. Vimos hoje  a cerimônia funeral deste que foi o maior artista pop de todos os tempos. Toda aquela grandiosidade foi uma demonstração da importância dele no mundo da música. Algo comparável com a comoção que causou a morte de outros ídolos da música como Elvis Presley e John Lennon, talvez pela morte um tanto quanto inesperada.

Michael Jackson foi – e continua sendo um fenômeno. Milhões de pessoas hoje estiveram conectadas, literalmente, no funeral do cantor. É um marco para se pensar também na história da comunicação social. É o primeiro grande evento em que a mídia moderna realmente cumpriu com o seu papel que é o de pôr o mundo inteiro conectado em torno de um assunto só. Só meso alguém como Michael Jackson para conseguir um feito deste tamanho.

A homenagem mais genuína ao cantor partiu de duas pessoas próximas: de seu irmão Jermaine, que mal conseguia cantar tomado pela emoção e da filha de Michael. Aquela criança sente uma falta verdadeira do pai e isso foi possível ver e constatar. De todos ali presentes, talvez tenham sido os que demonstraram os sentimentos mais verdadeiros. Havia me esquecido da Brooke Shields. Ela também marcou com sua citação de “Smile”, essa música lindíssima de Charlie Chaplin.

Amanhã, todos os jornais trarão na capa, talvez com fotos bem grandes e páginas e mais páginas recheadas do funeral do cantor. Tudo isto esteja sendo prolongado até não poder mais. Talvez até pelo fato de que muitos não queriam que ele se fosse. Mas assim é a vida. Enquanto uns chegam a este mundo, outros têm de ir. E isso se aplica a todo mundo: pessoas comuns, anônimas e os famosos e estrelas dos holofotes.

Tudo isso vem mostrar o quanto a vida pode ser curta se não dermos o valor devido a ela, como deve ser. Dois antes da morte, Michael estava ensaiando para o primeiro dos shows que realizaria a partir da próxima segunda-feira, dia 13, em Londres. Mal imaginava ele que em pouco tempo, o local de seu ensaio seria também o local de seu funeral…

É difícil imaginar ainda um mundo sem Michael Jackson. Acho que todos nós nos acostumamos a ter esta presença, mesmo que nos noticiários pouco respeitosos. Mas o importante era ter Michael, com sua voz, alegrando, emocionando, como sempre fez. Mas este é o mundo que teremos daqui para a frente. Um mundo mais triste, mais sem graça.

Assim é a vida.

Written by Matheus Gagliano

08/07/2009 em 1:32

O dia em que o pop morreu

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Michael Jackson: nasce uma lenda

Michael Jackson: nasce uma lenda

No dia 3 de fevereiro de 2009, completaram-se 50 anos da tragédia que matou três jovens roqueiros: Buddy Holly, Richie Valens e Big Bopper. Eles viajavam de avião durante uma forte tempestade de neve, após um show em Iowa, nos Estados Unidos. Por causa da nevasca, o piloto não conseguiu enxergar e todos os ocupantes morreram. Este episódio ficou conhecido como “O dia em que a música morreu”.

Foi uma tragédia. Três jovens talentos da música perderam-se sem aviso prévio. E foi sem aviso prévio que, justamente em 2009, 50 anos após esta tragédia, acontece outra perda irreparável para o mundo da música: a morte de Michael Jackson. E Jackson morreu com 50 anos de idade, nascera poucos meses antes da tragédia dos três roqueiros.

E foi sem aviso prévio que o mundo perdeu Jackson. A primeira reação de todos, ao saber da notícia de seu falecimento foi de incredulidade. Afinal, ele estava voltando à ativa. Finalmente, após mais de 10 anos, novos shows seriam realizados. Seria no mínimo curioso ver como seriam as novas apresentações deste atual Michael, recluso e cada vez mais extravagante. Mas a vida não deixou. O levou antes mesmo que o palco fosse montado.

O curioso é que os 50 shows em Londres, na Inglaterra, seriam os últimos da carreira. ”Estas serão as minhas últimas performances”, declarou o próprio Michael na entrevista coletiva de em que anunciou o show. Ele poderia sentir que o fim estava próximo, mas talvez não tanto quanto se esperava.

Foi o fim de uma trajetória de sucesso e de tribulações, a começar pela infância. Quinto filho de uma família de sete irmãos, o pequeno Michael despontou no grupo Jacksons, criado pelo seu pai, Joseph, e mantido com mão de ferro. A princípio, Michael não seria do conjunto, mas seu talento fez com que ele se tornasse um membro. Os Jacksons passariam a ser os Jackson Five. Aos sete anos, Michael já encantava o mundo, com seu jeito inocente de criança e com amor pela música. Sucessos como “Ben”, alavancaram sua carreira de modo irreversível.

Vieram os anos 80, e com eles o auge e o início da tragédia na vida de Michael. Surge “Thriller” (1982), com mais de 100 milhões de cópias vendidas no mundo, recore que dificilmente será superado no mundo. Cerca de 42 músicas figuram entre as mais tocadas nos Estados Unidos. O álbum rende milhões de dólares ao músico. A bonança continua ainda com “Bad”, de 1987, outro álbum irretocável. Em “Dangerous” ainda há um quê de Michael Jackson, mas a partir daí, a coisa começa a desandar.

Escândalos sexuais envolvendo crianças vai corroendo sua imagem aos poucos. Em 2005, precisou entrar em um acordo milionário com uma das famílias acusadoras para se livrar dos problemas legais. A música acabou ficando em segundo plano. Senão, em terceiro ou quarto plano.

Até que em 2009, Michael Jackson anunciou que faria uma série de 50 shows de despedida da carreira. Seria o fim triunfal daquele que foi considerado o “rei do pop”. Seria.

Um ataque cardíaco fulminante interrompe o sonho abruptamente. Em questão de minutos, aquele corpo cheio de vida já não mais respira. Mais algumas horas e vem o inevitável: Michael Jackson está morto. É, aquele garotinho dos Jackson Five já não pode mais cantar e nem dançar.

Apesar de tudo, de todas as polêmicas que envolveram o nome de Jackson, Michael ainda era visto como uma criança. Uma grande criança que não soube crescer e encarar esse terrível mundo de adultos. Mas quem disse que crescer seria fácil?

Em 1959, a tragédia do rock marcou o “dia em que a música morreu”. Agora, este dia 25 de junho de 2009, vai ficar para sempre marcado como “O dia em que o pop morreu”. Nunca mais ninugém venderá álbuns como Michael Jackson. Isso porque o mundo está mudando e o pop terá que mudar junto.

Adeus, Michael. Obrigado por tudo.

Michael Jackson 1958*-2009+

Written by Matheus Gagliano

27/06/2009 em 1:09